Você está se sentindo inquieto, ansioso, instável ou até mesmo… esgotado de tudo?

Tem dificuldade para planejar desde as tarefas do seu dia, até objetivos para o futuro?

Sente que o seu humor está inconstante, às vezes se sente para cima e, de repente, se sente para baixo?

Está com dificuldade para ter foco, ter um dia produtivo e, quando chega a noite, por mais que o cansaço fale alto, o sono demora para vir?

Não, você não é o único no mundo!

E, como você deve imaginar, o que está acontecendo com indivíduos atualmente está se transformando em um ecossistema gigante. Quando o assunto é o universo profissional, podemos afirmar que as empresas estão vivendo um cenário de esgotamento do time e, infelizmente, ainda não sabem como lidar com isso.

Um estudo recente da Gallup com cerca de 7.500 funcionários – que trabalham em período integral – constatou que 23% dos funcionários se sentem esgotados no trabalho com frequência ou sempre, enquanto outros 44% se sentem esgotados às vezes. Isso significa que cerca de dois terços dos trabalhadores – em período integral – sofrem um desgaste no trabalho. 

Isso é muito, né?

O estresse no trabalho e a má qualidade do sono também triplicaram o risco de morte cardiovascular em trabalhadores com pressão alta, segundo um estudo de 2019 no European Journal of Preventive Cardiology. Funcionários esgotados têm 63% mais chances de passar um dia doente. 

E se nós te relembrarmos que o que acontece no trabalho, vai para a nossa casa? 

Um estudo feito pelo Maslach Burnout Inventory mostrou que indivíduos com maior desgaste relatam mais estresse no trabalho, menos apoio social, níveis mais altos de ansiedade, depressão, exaustão vital e menos qualidade do sono. 

Para resumir, então, conforme definição de Herbert. J. Freudenberger, Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, associado à vida profissional.

E como sei se estou vivendo um Burnout ou se estou próximo dele?

De acordo com o Dr. Victor Sorrentino, um dos médicos mais respeitados no Brasil quando o assunto é Medicina integrativa, alguns indícios desse sintoma são:

  • Dedicação muito intensificada ao trabalho, com senso de urgência e necessidade de fazer tudo a qualquer hora do dia e imediatamente;
  • Descaso com necessidades pessoais, como comer e dormir;
  • Reinterpretação de valores: quando começamos a basear todo o nosso valor na autoestima profissional, esquecendo da casa, da família, dos amigos;
  • Após reprimir o contato social por conta do trabalho, surgem comportamentos e atitudes agressivas e cínicas em relação aos outros; 
  • Despersonalização: quando vivenciamos confusões mentais, perda da nossa capacidade de reconhecer o que falamos ou ter a percepção de falta de controle do que falamos; 
  • Tristeza intensa: em um momentos de lucidez, surge um sentimento de falta de alegria e falta de motivação para a vida; 
  • Por fim, o colapso mental pode entrar em cena, causando também sintomas físicos, como necessidade de internação diante de dores crônicas ou desmaios, por exemplo.

Mas, Serena, quais são as causas do Burnout? Me explica de forma simples?

Claro!

“Alguém com as glândulas adrenais – que secretam hormônios no sangue – saudáveis terão altos níveis de cortisol pela manhã, os quais vão reduzindo ao longo do dia e atingem o seu ponto mais baixo à noite”, explica a médica Ruvini Wijetilaka. “Porém, as pessoas que estão sofrendo de burnout terão níveis baixos ao longo do dia, o que significa que suas glândulas adrenais não estão liberando cortisol – digamos que elas desistiram!”.

Normalmente, esse é o estágio final do burnout, explica o Dr. Wijetilaka, mas nos estágios iniciais, os níveis de cortisol podem realmente estar surpreendentemente altos, porque nosso corpo está sempre no modo “lutar ou fugir”.

Em função disso, as implicações físicas e mentais do burnout podem ter sérias consequências. Cortisol, quando cronicamente alto, tem sido associado a pressão alta, diabetes, obesidade e osteoporose. Sendo esses alguns dos sintomas mais sérios! Imaginem, então, tudo o que esses sintomas carregam com eles? 

Alimentação desregulada; cansaço excessivo; agressividade; insônia; depressão e ansiedade são alguns deles e suficientes para darem origem a um grande atrito na caminhada da vida!

E o que está desregulando os seus níveis de cortisol?

Comece a prestar atenção na sua rotina, do momento em que acorda, ao momento que deita.

Quais são os momentos que, de alguma forma, você sente um desequilíbrio?

Alguns dos pontos mais comuns presentes na nossa sociedade que, coincidentemente, vive o pico do burnout, são:

    • A nossa incansável necessidade de estar sempre online: precisamos responder, precisamos dar satisfação, precisamos mostrar o que estamos fazendo e o porquê estamos certos. Precisamos fazer tudo isso, o tempo todo! Nossos celulares estão sempre nas nossas mãos e estamos sempre conectados à internet. Notem que, hoje, até os aviões possuem Wi-Fi;
    • Cada vez mais conseguimos falar menos “não”: pela necessidade crescente de estarmos sempre disponíveis para tudo, a todo momento, estamos desenvolvendo mais e mais a característica de falar sim, quando tudo o que o nosso interior quer é falar não. Agora me diga, já experimentou nadar contra uma correnteza? Desgastante, né? É isso o que estamos fazendo com o nosso corpo. Isso é sustentável?;
    • A cobrança de sermos cada vez mais multidisciplinares: não há dúvidas de que estamos consumindo muito mais informação do que, de fato, somos capazes de absorver. E, com isso, somos expostos a todo momento a tendências; novas ferramentas, novos processos, novas formas de agir, e por aí vais. Somado às fantásticas e inovadoras formas de marketing atuais, fica simplesmente impossível focarmos em uma coisa de cada vez. Se você sente que seu cérebro tem muitas abas abertas, na verdade, você é menos produtivo, se distrai mais facilmente e tem mais chances de cometer erros, é o que aponta uma pesquisa de Stanford;
  • A possibilidade de estarmos trabalhando em um ambiente tóxico: Os entrevistados de uma pesquisa recente da Gallup citaram cinco razões principais para o burnout no trabalho, incluindo tratamento injusto no trabalho, carga de trabalho incontrolável, falta de clareza de função, falta de comunicação e apoio do gerente e pressão excessiva no tempo. Quando os funcionários se sentem apoiados pela sua liderança, as chances de um burnout ocorrer se reduzem em 70%;
  • O tempo da sua tela está cobrando um preço: É praticamente impossível evitar telas, mesmo se você não trabalha no computador o dia todo, mas as pesquisas apontam telas, rolagem e mídia social como contribuintes para o esgotamento. A luz azul de aparelhos eletrônicos, principalmente quando usada duas horas antes de dormir, tem levado as pessoas a acordar durante a noite. O uso da mídia social tem sido repetidamente associado a níveis mais altos de ansiedade, depressão e baixa auto-estima. Infelizmente, algo tão necessário atualmente tem, também, muitos efeitos colaterais.

Você se identificou com os pontos que trouxemos ou conhece alguém que possa estar vivenciando algum deles?

Assim como falamos no início, você não está sozinho. Não é à toa que essa é uma nova epidemia global, certo?

A boa notícia é que é possível sim, trabalhar na prevenção ou tratamento do Burnout e, melhor ainda, esse caminho só depende de você!

Aqui na Serena, a nossa equipe médica está preparada para te ajudar a lidar com ele por meio de mudanças no seu estilo de vida – pois, tudo começa por ali, certo?