Existem palavras que viram modismo e as pessoas usam repetidamente sem, de fato, saber qual o real significado delas. Ikigai é um exemplo.

Definir esse termo não é tão simples assim, pois se trata de um empréstimo do idioma japonês e que encerra várias traduções. Podemos definir Ikigai como razão de viver, propósito de vida, a felicidade de estar sempre ocupado ou ainda, como bem definiu um filósofo francês: “razão de ser, o Ikigai é o ponto em que paixão, missão, vocação e profissão se encontram”.

A palavra Ikigai tornou-se mais conhecida a partir do livro homônimo, dos autores Héctor Garcia e Francesc Miralles, que ali descrevem suas experiências vivenciadas dentro de uma pequena comunidade rural situada em Okinawa, ilha ao sul do Japão.

Essa população de 3 mil habitantes apresenta o maior índice de longevidade do mundo, razão pela qual é conhecida como “aldeia dos centenários”. Seria a alimentação, a vida simples ao ar livre, o chá verde, o clima subtropical ou a água pura com que fazem o chá de moringa, o segredo de uma existência longa e, principalmente, feliz?

 

A vida na “aldeia dos centenários”

A partir da convivência com os nativos e várias entrevistas com os idosos, os autores sentiram que havia algo muito mais profundo do que o poder desses elementos da natureza.

O chamado Ikigai mostrava estar ligado à forma de viver cada dia com prazer e plenamente.

Alguns hábitos fazem parte da rotina desse povo, tais como: cultivar amizades, ter uma alimentação leve, descansar adequadamente e praticar exercícios físicos suaves; porém, a alegria de viver e o que os move a levantar da cama todos os dias com entusiasmo está no Ikigai pessoal de cada um.

A vida que levamos hoje dentro de uma sociedade embasada no consumismo, na competição sem limites, na cobrança, nos desafios constantes e na exposição excessiva através da mídias sociais nos causa estresse físico e emocional, nos tornando frágeis e desorientados, nos deixando guiar, muitas vezes, pelas opiniões alheias e nos forçando a deixarmos de lado o nosso eu verdadeiro, o nosso eu essencial.

Assim, este livro, mais do que nunca, é uma leitura quase que obrigatória para todos aqueles que almejam uma vida que valha a pena ser plenamente vivida, uma vida que seja um convite a uma convivência diária com a satisfação e a alegria de sentir um significado só nosso para tudo aquilo que vivenciamos, seja no âmbito profissional ou particular.

Encontre o seu Ikigai pessoal  e carregue consigo o prazer e a alegria de viver cada dia de sua vida!