Há um tempo, amigos e conhecidos começaram a me perguntar sobre os meus hobbies, uma vez que eles passaram a ser mais evidentes na minha vida, assim como nas minhas redes sociais.

Depois de refletir muito sobre o porquê essas perguntas vinham com tanta frequência eu entendi: os meus hobbies estavam transmitindo paixão, e isso, de alguma forma, estava contagiando as pessoas.

Assim que compreendi isso, achei incrível e me senti feliz! Mas, resolvi amadurecer e ir mais a fundo na reflexão. A paixão era o que as pessoas estavam interpretando, mas eu notei que essa era somente a pontinha do iceberg.

A parte invisível é a saúde, que vinha acompanhada de inúmeros pilares, como: bem-estar; criatividade; autoconhecimento; raciocínio lógico; serenidade; foco no momento presente; felicidade e corpo mais saudável.

Na sequência, consegui ter outra conclusão. Seria a saúde, então, algo que possibilita sentir e transmitir paixão às pessoas? E se não nos sentimos saudáveis e felizes, conseguimos transmitir paixão?

Na minha opinião, não!

Para mim, só seremos capazes de fazer bem para o mundo, de forma genuína, se estivermos bem com nós mesmos. 

Entendi, assim, que os meus hobbies se tornariam um portal para minha saúde e, como consequência, uma entrega de valor para o mundo, em forma de paixão!

Reflexões como essa surgem constantemente quando estou em contato com algo que me traz leveza e serenidade. É o autoconhecimento vindo à tona, enquanto você se diverte e tem um tempo de paz. O autoconhecimento vem de brinde!

Esse é o primeiro ponto que eu queria compartilhar com vocês. Os meus hobbies me possibilitam ter acesso a autoconhecimento, que por sua vez, é pra mim o ponto chave para qualquer coisa que eu desejo alcançar na minha vida. Por meio dele, eu entendo melhor os meus valores, princípios, bem como o que eu gosto e o que não gosto de fazer, assim como o que eu sei fazer bem e o que eu posso melhorar. É o gatilho para as minhas decisões mais estratégicas.

Assim, conforme fui compreendendo isso, fui dedicando um tempo para os meus hobbies e escolhi a dedo os que mais me traziam esse resultado tão sistêmico. 

E quais são eles?

  • Viagem
  • Fotografia
  • DJ 
  • Gastronomia

Tudo começou com um bichinho inquieto me invadindo o tempo todo e me chamando para conhecer o mundo. Desde criança, comecei a ter a oportunidade de viajar. Quando eu falo viajar, me refiro à oportunidade de sairmos do nosso casulo. De explorarmos realidades diferentes da nossa. De conhecermos outra cultura, outro tipo de alimento, outra atmosfera!

Não importa se isso implica sair do país ou ir para uma cidade a 100km de distância. 

Aliás, próximo à minha cidade natal existe uma cidade chamada Pomerode. Ela tem uma cultura alemã, mas tão alemã, que não só a arquitetura, alimentação e cultura são preservados, mas, também, o próprio idioma. Isso é incrível! Um mundo tão diferente, ao meu lado!

Sair do nosso casulo, então, é ampliar os horizontes e abrir a cabeça. 

Fazendo isso, eu comecei a entender o quão irrisória é a minha capacidade de julgar a forma como outra pessoa vive. Na verdade, isso não cabe a mim!

Quem disse que a forma como eu vivo é a correta? O fato de eu ter nascido dentro de um padrão, assim como todos nós, não significa que é o melhor e que o resto precisa ser assim também. Aqui eu também me refiro à empatia, que é outra característica que todos nós deveríamos procurar desenvolver – a capacidade de calçar o sapato do outro! Ou seja, se aprendemos a abrir a nossa cabeça e julgar menos, naturalmente criamos um espaço para desenvolver a empatia também.

Juntando essa gama de aprendizado e aventuras, não tinha como não ser amor à primeira vista. Como consequência, surgiu um hobby que foi potencializado, o da fotografia. Potencializado porque eu já gostava muito de fotografar e postar diariamente no meu fotolog.

Foi na época em que eu e minhas amigas ganhamos uma câmera digital, por volta de 2008, quando isso não se falava em outra coisa. Porém, as viagens me trouxeram um outro olhar para esse hobby, pois ali eu comecei a me apaixonar pelas fotos de paisagem, dos locais que considero “breathtaking” – de tirar o fôlego! E foi esse o gatilho para eu desenvolver algo que, com o tempo, se tornou muito forte em mim: uma vontade inexplicável de entrar no momento de presente; de respirar fundo, admirar um cenário e agradecer.

De procurar o ângulo mais harmonioso com o contexto e deixar a minha criatividade falar. Por falar em criatividade, eu sempre gostei de fotos diferentes e com personalidade. Quando comprei a minha primeira GoPro, então, me encontrei na fotografia. Compacta, simples, resistente e com uma qualidade inexplicavelmente boa, passei a me sentir como a Dora Exploradora. 

Sinto que a fotografia e viagem foram dois hobbies que me permitiram querer explorar novas habilidades e ampliar a minha visão de mundo. A partir disso, entendo que me tornei uma pessoa mais curiosa para o novo, como o meu inusitado terceiro hobby: ser DJ. Sempre fui apaixonada por música, especialmente a eletrônica. Antes de comentar sobre esse hobby, vale dizer que no universo da música eletrônica existem um milhão de planetas, de gêneros e subgêneros. Existe muita cultura e profundidade ali, tanto é que os DJs que eu mais admiro são verdadeiros músicos! Esse hobby foi um verdadeiro presente na minha vida. 

Na época que me mudei para São Paulo, em 2018, entendi que estava assumindo um grande desafio e que precisaria exercitar muito, mas muito mesmo, as minhas habilidades pessoais: resiliência, foco, serenidade, autoconfiança, adaptabilidade e por aí vai… De repente, quando me vi no auge da correria – um parênteses importante, eu trabalhava com vendas B2B Enterprise, que nada mais é que vendas de alto ticket para CEOs e/ou C-levels das maiores companhias do mundo.

Voltando, no auge da correria, eu vi que precisava investir mais em algo que eu realmente amasse e que me trouxesse equilíbrio interior em todos os aspectos. Foi aí que a música caiu como uma luva. Comprei um curso rápido, uma controladora (o equipamento) e me permiti! Já no início, os meus pensamentos iam longe. Como nunca fui de fazer algo só por fazer, já iniciei pensando em cada detalhe e, quando vi, estava unindo todos os meus hobbies em um só.

As minhas reflexões sobre o mundo e a vida, as minhas fotos e a minha paixão pela música se tornaram contos de histórias em forma de SET. E assim veio o primeiro, Gone Wild, na sequência o Mystic Souls, o Trust Your Intuition, Stardust e o Arabian Heart. Cada um com uma personalidade muito forte, leveza e profundidade simultaneamente, e a minha essência falando alto. Foi, com certeza, uma das melhores decisões que já tomei, pois ela se desdobrou em muitas outras.

gastronomia: tudo começou com bowls ; criatividade; decorar; começar a entender a função dos alimentos e de onde eles vem; qual a responsabilidade dos alimentos que consumo pro meu corpo e para o mundo?

dados:

Veja o cofundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, por exemplo. Ele diz que ter um hobby mostra a um possível empregador que você tem paixão e determinação.

Seu hobby não precisa ser fisicamente exigente para se correlacionar com uma saúde melhor.

Um estudo conduzido por vários psicólogos com cerca de 1.400 pessoas descobriu que pessoas que diziam se dedicar a atividades de lazer agradáveis ​​tinham pressão arterial, cortisol total, circunferência da cintura e índice de massa corporal mais baixos.

Em outras palavras, mesmo passatempos de baixo movimento como tricô, artesanato e guitarra estão ligados a uma saúde melhor.

O envolvimento em um hobby estimulante mental reduz o estresse, de acordo com uma pesquisa de Matthew Zawadzki, psicólogo de saúde da Universidade da Califórnia, em Merced.

O estudo de Zawadzki mostra que a atividade de lazer pode fornecer alívio imediato do estresse, o que tem demonstrado inúmeros benefícios psicológicos e de saúde, como maior concentração, felicidade e uma vida mais longa.

Os benefícios de se envolver em um hobby estendem-se por horas, até dias depois. O estudo de Zawadzki descobriu que pessoas com hobbies continuam a ser mais felizes e a experimentar níveis mais baixos de depressão e sentimentos negativos após o término da prática.

“Ainda estamos falando sobre o curto prazo, mas houve um efeito definitivo de transição no final do dia”, disse ele em uma publicação universitária. “Se começarmos a pensar sobre esse efeito benéfico residual dia após dia, ano após ano, começa a fazer sentido como o lazer pode ajudar a melhorar a saúde.”

Outro estudo chega a uma conclusão semelhante. Pesquisa publicada na National Library of Medicine mostra que atividades regulares de lazer ajudam a pessoa a controlar sentimentos negativos como o estresse.