Na Serena, criamos um método baseado nos conceitos abordados pela Medicina do Estilo de Vida. Já falamos sobre esse assunto aqui no nosso blog, mas é importante sempre reiterar a importância de olhar, de forma presente, para os pilares da MEV e entender como cada um desses pilares é crucial para a qualidade da nossa saúde.

Quando falamos de Medicina do Estilo de Vida, falamos de uma abordagem que está bastante vigente no mundo e presente nas regiões com maiores indíces de longevidade do planeta. Para alcançar cenários como esse, as pessoas devem, urgentemente, passar a dar a devida atenção para os pilares explorados pela MEV: alimentação saudável, atividades físicas, gerenciamento de stress, relacionamentos interpessoais, controle de tóxicos e controle do sono.

Recentemente, a Dra. Georgia Zattar, uma de nossas especialistas, escreveu um artigo para o blog Bioritmo e nós decidimos publicar na íntegra o texto.

 

Como o sono pode influenciar a sua saúde

Quem nunca acordou com um certo mau humor depois de uma noite mal dormida? Sentir dificuldade para pegar no sono (ou acordar durante o processo), uma vez ou outra, é normal. O problema é quando isso se torna frequente. “Aí vira insônia, um distúrbio que, hoje, já é tratado como patologia: cerca de 40% dos brasileiros adultos sofrem com ela”, explica a médica Georgia Zattar (@drageorgiazattar), especialista em Medicina Integrativa.

A quantidade de horas necessárias para a recuperação do corpo depende de alguns fatores. Pessoas que realizam trabalhos manuais, ou têm expedientes maiores que 10 horas, por exemplo, geralmente precisam de mais tempo de descanso. “Quem fica menos cansado consegue se contentar com menos. Contudo, há sim uma recomendação: no mínimo seis horas, e no máximo 10 de sono por noite. Eu sempre aconselho a média de 8 horas”, afirma a profissional.

Infelizmente, Georgia conta que as mudanças que a pandemia impôs aumentaram ainda mais os casos de insônia. Questão importante, uma vez que sono e saúde têm relação direta. Entenda melhor a seguir:

1 – Produtividade no trabalho e performance no treino

A falta de sono dificulta a nossa capacidade de concentração e piora a cognição (habilidade de aprendermos coisas novas). “Além disso, prejudica as tomadas de decisões. Indivíduos que não dormem bem são menos motivados no trabalho — e no treino”, complementa a médica.

2 – Saúde mental

O hábito impacta o humor. Isso porque quando estamos cansados, nosso corpo produz mais cortisol, um hormônio que (em excesso) aumenta o estresse. “E também está relacionado com maiores chances de sentimentos depressivos”, afirma.

3 – Emagrecimento

Por mais improvável que pareça, a perda de peso também está intimamente relacionada com a qualidade do sono. “Durante a noite, o organismo fabrica substâncias que ajudam o metabolismo a funcionar corretamente e impactam diretamente nas nossas escolhas alimentares”, diz Georgia. Confira alguns:

  • Grelina: hormônio da fome. “Dormir menos de cinco horas por noite aumenta em até 30% a produção de grelina”;
  • Leptina: hormônio da saciedade. “Já o mesmo costume reduz em até 15% a substância no corpo”;
  • GH: hormônio do crescimento. “Ele é muito importante para o aumento de massa muscular e para a queima de gordura. Contudo, só é feito durante a fase de sono profundo”;
  • Melatonina: hormônio do sono. “Regula o ciclo circadiano [nosso ‘relógio biológico’], controla o apetite e equilibra o metabolismo.”
4 – Imunidade e doenças crônicas

“O sono representa um dos pilares da longevidade”, diz a especialista. Com ele, reduzimos os riscos de diabetes, obesidade e hipertensão. “Isso sem falar na imunidade: ao dormir, reforçamos o sistema imunológico e protegemos o corpo contra doenças virais.”

 

Fonte: Bioritmo